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Ashaninka

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Cachimbo Ashaninka de madeira

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Bolsa Ashaninka de Algodão

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Os Ashaninka

Localização: AC e Peru
Família Linguística: Aruak
Língua: Ashaninka
População: Aproximadamente 90 mil pessoas

O termo Ashaninka é a autodenominação do povo e pode ser traduzido como 'meus parentes', 'minha gente', 'meu povo'. A maior parte do Povo vive hoje no Peru, e no Brasil habita Terras distintas e descontínuas na região do Alto Juruá, às margens dos rios Amônia, Breu, Envira e igarapé Primavera. Os Ashaninka também são chamados, especialmente na região, por Kampa.

Em sua longa história de luta, destaca-se a resistência contra os exploradores de caucho e seringa ao longo do século XIX, a luta pela demarcação de suas terra tradicionais e o combate a exploração madeireira intensificada a partir da década de 1980 existindo até hoje.

Essa época do início da atividade madeireira na região é lembrada pelos Ashaninka com pesar, já que neste período eles chegaram a passar fome, sofreram por conta da epidemia de diversas doenças (gripes, pneumonias, sarampo, hepatite, cólera...), foram perseguidos e coagidos a abandonar diversas de suas manifestações culturais.

Entretanto, eles também afirmam que esse momento de crise foi fundamental para que pudessem se organizar de uma nova forma, reinventando-se, principalmente no que diz respeito a organização político-social. A partir do século XXI os Ashaninka começam a se organizar de maneira representativa, onde se destaca a fundação da Associação Ashaninka do Rio Amônia – Apiwtxa e a cooperativa Ayõpare. Benki Ashaninka, vice presidente da Associação, é uma das principais lideranças desse povo sendo reconhecido nacionalmente e internacionalmente por seu trabalho. Recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos (2014), Prêmio dos Direitos Humanos (Menschenrechts­preis, em alemão) da cidade de Weimar, Alemanha (2013) e ‘Prêmio-E’, uma iniciativa da UNESCO (2012). Ao longo dos anos, este processo de organização comunitária ajudou a fortalecer a proteção territorial e ambiental das terras Ashaninka.

Uma das estratégias neste sentido é o fortalecimento da arte e do artesanato tradicional, que representam de forma muito particular a cultura, a beleza e a tradição deste Povo, além de se mostrarem um promissora fonte de geração de renda contribuindo para o processo de autonomia indígena aliada ao fortalecimento cultural. São exímios artesãos na arte da tecelagem, onde se destaca duas de suas peças mais características são a tipóia e o kitarentse ou “kitarentsi”, termo usado pelos Ashaninka para se referir tanto à veste como ao tear e ao tecido.