Pular para o conteúdo
Menu
Observatório Tucum
Observatório Tucum

Foto: Ueslei Marcelino/REUTERS

Observatório Tucum

Ocupação da Cargill contra hidrovia e dragagem do Rio Tapajós permanece

A ocupação do terminal portuário da Cargill, em Santarém, entrou no sétimo dia com apoio de indígenas, ribeirinhos e movimentos sociais, reforçada pela Barqueata de Resistência em Alter do Chão. O protesto se posiciona contra a dragagem do Rio Tapajós, a concessão da hidrovia e em defesa da demarcação dos territórios indígenas no Baixo Tapajós, com protagonismo das mulheres e coordenação do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita).

Desde o início, lideranças têm articulado diálogos com movimentos sociais e representantes do governo federal, que informaram sobre a organização de uma visita do Ministério dos Povos Indígenas ao território, embora ainda não haja manifestação oficial. A ocupação também denuncia um modelo de desenvolvimento visto como invasivo e destrutivo para a floresta e os modos de vida tradicionais.

Como parte da mobilização, será realizado em Alter do Chão um cortejo cultural seguido da exibição do documentário “Tapajós: Onde o Rio é Luta”, ampliando as vozes de quem vive os impactos dos grandes projetos na região e segue resistindo. Fonte: Portaluruatapera

Violência contra mulheres indígenas expõe elo entre destruição ambiental e violação de direitos, diz Marina

Crédito: Ed Alves CB/DA Press

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a violência enfrentada por mulheres indígenas em áreas de garimpo ilegal durante evento promovido pelo Correio Braziliense. Segundo ela, degradação ambiental e violação de direitos humanos caminham juntas, especialmente em territórios onde o Estado se ausenta e a exploração predatória avança.

Marina alertou que, nessas regiões, mulheres e meninas indígenas convivem com violência sexual como parte da rotina. Ela afirmou que esse cenário reflete um problema estrutural mais amplo, em que a violência contra mulheres assume formas simbólicas, psicológicas, políticas e físicas, alimentadas por processos de desumanização.

A ministra ressaltou ainda a importância do debate público para romper silêncios históricos, citando também a violência obstétrica que afeta de forma desproporcional mulheres indígenas, negras e pobres. Para ela, enfrentar essas violências é essencial para garantir dignidade, direitos e proteção às mulheres. Fonte: Correio Braziliense

Justiça é acionada para conter crise humanitária de indígenas Warao em Manaus

Indígenas Warao em Manaus — Foto: Divulgação/César Araújo

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação contra o estado do Amazonas e a Prefeitura de Manaus para enfrentar a crise humanitária vivida por indígenas Warao, marcada por falhas graves em saúde, assistência social, saneamento e segurança alimentar. Segundo o MPF, há casos de fome crônica, crianças mortas por desnutrição e famílias vivendo sem água potável, o que motivou pedidos de medidas urgentes e indenização por danos morais coletivos.

A ação também aponta dificuldades de acesso aos serviços públicos devido à falta de intérpretes e mediadores culturais, comprometendo atendimentos médicos e sociais. Entre as medidas cobradas estão levantamentos nutricionais, mutirões de saúde e contratação de profissionais especializados, enquanto o governo estadual ainda não se manifestou e a prefeitura afirma não ter sido notificada. Fonte: G1

Tucum lança campanha de Biojoias Suruí em parceria com o Centro Olawatawah

A Tucum lança sua nova campanha de Biojoias Suruí, uma curadoria que celebra o valor, a sofisticação e a força da Amazônia por meio de peças feitas à mão pelas mulheres Paiter, no Centro Olawatawah. Criadas a partir de sementes e fibras naturais, as biojoias carregam história, identidade cultural e o saber ancestral transmitido entre gerações.

Em parceria com o Centro Olawatawah, a campanha fortalece a autonomia das artesãs e promove práticas de sociobioeconomia que mantêm a cultura viva, geram renda e conectam consumidores a uma cadeia ética, baseada em respeito, território e floresta.

Clique Aqui e escolha sua biojoia!

Projeto Bem-Viver une ciência e tradição pela saúde mental indígena

Credito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A campanha Janeiro Branco destaca a importância da saúde mental, especialmente entre povos indígenas, que apresentam taxas de suicídio quase três vezes maiores que a média nacional, segundo estudo da Fiocruz em parceria com a Universidade de Harvard. Fatores como o avanço do garimpo ilegal, a destruição dos territórios, o racismo e a pressão do turismo contribuem para o adoecimento físico e mental, afetando principalmente homens jovens e despertando preocupação entre lideranças indígenas.

Como resposta, surgiu o projeto Bem-Viver, desenvolvido pela Fiocruz e pelo Fórum de Comunidades Tradicionais, que une saberes tradicionais e práticas da saúde coletiva para fortalecer a saúde mental em territórios Guarani Mbya no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa atende hoje cerca de 2,5 mil indígenas e destaca a preservação do território, da cultura e da espiritualidade como fundamentais para o bem-estar das comunidades. Fonte: Agência Brasil

MMA e Fiocruz monitoram contaminação por mercúrio na Terra Indígena Kayapó, no sul do PA

Parte da Terra Indígena Yanomami, no Norte de Roraima, onde atuavam garimpeiros ilegais com uso de mercúrio — Foto: Exército Brasileiro/Divulgação

O Ministério do Meio Ambiente e a Fiocruz realizaram a primeira etapa de monitoramento do mercúrio na aldeia Gorotire, na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará, entre 9 e 19 de janeiro. A ação envolveu 209 participantes e incluiu avaliações de saúde, entrevistas e coleta de amostras de água, sedimentos e peixes consumidos pelas comunidades, com o objetivo de avaliar os impactos da exposição ao metal pesado, especialmente em áreas próximas ao garimpo ilegal.

O estudo envolve diversas aldeias da região e integra um projeto nacional que busca subsidiar ações de proteção ambiental e de saúde para povos indígenas, enfrentando os efeitos da mineração ilegal na Amazônia. As análises serão realizadas por universidades parceiras e os resultados devem orientar políticas públicas voltadas à preservação dos ecossistemas e à salvaguarda das populações afetadas. Fonte: G1

Observatório Tucum
Observatório Tucum

Seu Carrinho

Seu carrinho está atualmente vazio

Sua Lista de Favoritos