Observatório Tucum

Em Por Gerlaine Araujo / 0 comentários
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Câmara aprova uso de trajes tradicionais em fotos de documentos oficiais

Foto: Reuters/ Adriano Machado

 

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que garante aos povos indígenas, afro-brasileiros e demais comunidades tradicionais o direito de utilizar elementos de sua indumentária cultural ou religiosa em fotografias para documentos oficiais, como RG, CNH, carteira de trabalho e passaporte. A proposta, de autoria da deputada Célia Xakriabá, segue agora para análise do Senado.

 

O texto aprovado estabelece que itens como cocares, turbantes e outros símbolos tradicionais poderão aparecer nas fotos, desde que não impeçam a identificação da pessoa. A medida busca reconhecer a diversidade cultural brasileira e permitir que a identidade visual dos povos e comunidades tradicionais seja respeitada também nos registros oficiais.

 

Durante os debates, parlamentares destacaram que essas indumentárias representam pertencimento, ancestralidade e liberdade religiosa. Defensores da proposta afirmam que a mudança contribui para combater situações de discriminação e fortalecer o direito de cada pessoa se identificar de acordo com sua cultura. Já críticos levantaram preocupações sobre possíveis impactos na efetividade da identificação civil, tema que deverá continuar sendo discutido durante a tramitação no Senado. Fonte:

Julho tem presente na Tucum Brasil

 

Durante todo o mês de julho, quem realizar compras acima de R$ 300 no site da Tucum Brasil ganha uma pulseira Waurá no valor de R$ 98,00. O brinde acompanha o pedido e chega em uma cor surpresa, tornando cada envio ainda mais especial.

 

A ação é uma forma de celebrar os saberes ancestrais presentes em cada criação da plataforma. Até 31 de julho, além de adquirir joias, moda indígena, peças para casa e artes criadas por diferentes povos indígenas do Brasil, os clientes recebem esse presente. Acesse clicando Aqui

Enquanto não ‘privatizam’ o rio, caboclos e indígenas resistem nos barrancos do Madeira

Porto Chicória, próximo a um aterro de lixo que polui suas águas, exige atenção em Humaitá

 

A inclusão da Hidrovia do Rio Madeira no Programa Nacional de Desestatização reacendeu o debate sobre os impactos sociais e ambientais das obras previstas para ampliar o transporte de grãos na Amazônia. Organizações como Cáritas Brasileira, CPT, Instituto Madeira Vivo e MAB alertam que o número de pontos de dragagem previstos no rio é maior do que o inicialmente divulgado, o que pode afetar diretamente comunidades ribeirinhas e indígenas da região de Humaitá, no sul do Amazonas.

 

Lideranças locais demonstram preocupação com os efeitos da intensificação do tráfego de barcaças sobre o modo de vida das populações do chamado "beiradão". Além dos riscos ambientais e de acidentes fluviais já registrados, moradores denunciam a falta de diálogo sobre o futuro do rio e cobram políticas públicas que fortaleçam a agricultura familiar e garantam condições dignas de subsistência para mais de 50 comunidades espalhadas pela região.

 

A pressão de movimentos indígenas, organizações sociais e parlamentares levou ao adiamento do processo de desestatização nos moldes inicialmente propostos. Enquanto o debate nacional se concentra na logística para o escoamento de grãos, comunidades locais defendem investimentos em assistência técnica, comercialização da produção e apoio à economia regional, argumentando que rios como o Madeira representam muito mais do que corredores de transporte: são fonte de vida, cultura e sustento para milhares de famílias amazônicas. Fonte: A nova Democracia

Casa Tucum recebe artista indígena andino Yaku Urku

 

No dia 25 de julho, a Casa Tucum abre suas portas para receber Yaku Urku, artista indígena andino nascido em Salta, na Argentina, cuja trajetória transita entre música, artes visuais, memória, espiritualidade e saberes ancestrais. O encontro propõe uma aproximação entre diferentes povos originários de Abya Yala, celebrando as conexões culturais que atravessam territórios, idiomas e gerações.

 

A programação inclui a abertura de uma exposição de arte indígena andina, às 18h, seguida por um show musical de Yaku Urku e banda, às 19h. Gratuito e aberto ao público, o evento convida os visitantes a vivenciar uma noite de escuta, reflexão e celebração da diversidade cultural dos povos indígenas das Américas, reafirmando a Casa Tucum como um espaço de encontro e valorização das culturas originárias.

Agronegócio, eólicas e ferrovia: as ameaças que cercam os territórios indígenas no Piauí

Pela demarcação de seus territórios e acesso às políticas públicas, indígenas do Piauí realizam incidência em Brasília. Foto: Adi Spezia | Cimi

 

A luta pela demarcação das terras indígenas no Piauí ganhou força com a realização de uma jornada de formação política promovida pelo Cimi e pela Apoinme. O encontro reuniu lideranças, jovens e representantes de diferentes povos indígenas do estado para debater direitos territoriais, memória histórica e estratégias de organização política. Durante as atividades, foi reforçada a compreensão de que o território é a base da existência cultural, espiritual e material dos povos indígenas.

 

As discussões também resgataram a história de expropriação e invisibilização dos povos originários no Piauí. Desde o período colonial, a expansão da pecuária, a concentração fundiária e políticas de ocupação do território contribuíram para a expulsão de comunidades indígenas e para a disseminação da falsa ideia de que não existiam mais povos indígenas no estado. Nas últimas décadas, diferentes comunidades vêm reafirmando suas identidades e reivindicando o reconhecimento de seus territórios tradicionais.

 

As lideranças participantes alertaram para os desafios atuais, como o avanço do agronegócio, da mineração, de grandes obras de infraestrutura e de outros empreendimentos sobre áreas tradicionalmente ocupadas. Apesar de alguns avanços em políticas públicas, os povos indígenas destacam que a demarcação continua sendo a principal pauta para garantir direitos, proteger a biodiversidade e assegurar condições dignas de vida para as atuais e futuras gerações. Fonte: Cimi

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